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Projetos concluídos
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Projetos concluídos

Turma 2022

Fran Mello (Florisfran Melo Soares)

PERSPECTIVAS SOMÁTICAS APLICADAS À AULA DE BALÉ EM UMA COMPANHIA OFICIAL

Esta pesquisa trata de uma revisão do sistema sociopolítico da Companhia de Ballet da Cidade de Niterói, onde bailarinos acima de 40 anos, por falta de orientação, são deslocados para trabalhos fisicamente burocráticos. Percebendo a expressiva diminuição no número de artistas efetivos na cena da dança contemporânea da Cia, vislumbro a possibilidade de romper com a estrutura, identificando problemas físicos comuns dentro do quadro de artistas-bailarinos e buscando uma perspectiva diferenciada dentro da aula de ballet tradicional, para que esses corpos – acima dos 40 anos – possam continuar ativos e produtivos dentro do elenco de artistas da CBCN. Como referencial teórico, utilizo autores como Klauss Vianna (2005) e Neide Neves (2008), que se utilizam das técnicas somáticas em suas pesquisas sobre a aula de ballet clássico. A metodologia utilizada na pesquisa é quantitativa, mas engloba, ainda, pesquisa bibliográfica e documental, além de uma produção audiovisual da aula de perspectivas somáticas, aplicada à aula de balé em uma companhia oficial, que foi desenvolvida como uma nova possiblidade de aula dentro de uma cia, com proposições preventivas de lesões relacionadas por uso excessivo do corpo.

Orientadora: Ana Vitória Silva Freire

Bia Mattar (Ana Beatriz Magalhães Mattar)

BAGACEIRA, A DANÇA DOS ORIXÁS: dramaturgia e sapateado na obra de Valéria Pinheiro e Cia. Vatá do Ceará

BAGACEIRA - A Dança dos Orixás: o sapateado brasileiro de Valéria Pinheiro e Cia. Vatá do Ceará, trata do estudo da dramaturgia e sapateado na obra Bagaceira, a dança dos Orixás (2003) de Valéria Pinheiro e Cia. Vatá do Ceará. Analiso a técnica do sapateado em seus contextos estéticos e poéticos na dramaturgia da obra e como esses elementos atuam em inter-relação entre movimentos, palavras, sons, músicas, elementos cênicos, figurino e iluminação. Após o levantamento e organização das referências bibliográficas, fotos, vídeos, documentos e entrevistas semiestruturadas com a coreógrafa e dois ex-integrantes da Cia. Vatá que participaram do espetáculo, defini o processo metodológico sob três aspectos: (i) o sapateado de Valéria Pinheiro, em deslocamento com o tap dance e os trupés das danças das manifestações culturais brasileiras; (ii) na compreensão das performances de matrizes afro-brasileiras, nesse caso, o candomblé, em sua construção dramatúrgica em torno do “cantar-dançar-batucar” como um continuum inseparável e (iii) tratando dos dados levantados em dois momentos distintos: o pré-coreográfico e diretamente na análise da obra feita pela assistência do vídeo completo e de memórias de quando assisti ao vivo no ano de 2003. Ao final do processo de análise, considero pertinente e apropriado a utilização do termo um sapateado brasileiro, enunciado pela artista Valéria Pinheiro na divulgação e concepção de seu trabalho, como uma possibilidade de sapateado plural, resultante de técnicas diversas de sapatear, capaz de abrigar novas epistemologias instauradas por processos de significados singulares em criação e performances em danças inspiradas na cultura afro-brasileira, neste caso, o Candomblé.

Produto bibliográfico: Artigo "BAGACEIRA, A DANÇA DOS ORIXÁS: dramaturgia e sapateado na obra de Valéria Pinheiro e Cia. Vatá do Ceará."

Orientadora: Carmen Luz (Carmen Luzia Ferreira)

Núbia de Lima Barbosa

MÉTODO NÚBIA BARBOSA: a dança na fisioterapia

Esta dissertação analisa a importância das subjetividades, complexidades e multiplicidades do Corpo na contemporaneidade, mais especificamente no contexto do entrelaçamento entre os campos da Dança e da Fisioterapia. O texto destaca essa contribuição ao discorrer sobre intervenções de cuidado no sensível humano através do processo de criação de um método, o qual tece uma rede de conhecimento e afetos. São utilizadas como bases de pesquisa, intervenções em autobiografia no corpo, postura e comportamento. Em uma abordagem a-semiótica, esse método ganha Corpo no diálogo com a Dança na Contemporaneidade, com a Metodologia Angel Vianna (MAV), bem como com diversas técnicas somáticas e da Fisioterapia. Fundamenta-se na Coordenação Motora proposta por Piret e Béziers e nos conceitos de fisiologia global de Marcel Bienfait. A partir dessas premissas, revela questões pertinentes às reflexões e intervenções em fisioterapia que reverberam possibilidades para o cuidado de si, do encontro e cuidado com o outro e da percepção dos registros existentes na memória celular e corporal. Dessa forma, tem como objetivos fazer desabrochar a natureza do Ser e seu estar no mundo. Trata-se de um fortalecimento que se dá a partir dos desafios da vida, de forma criativa, com respeito aos seus limites, valorizando conquistas pessoais e profissionais. Um método que traz o desafio de transformar dor em amor.

Orientadora: Hélia Borges (Hélia Maria Oliveira da Costa Borges)

 Ana Teresa Almada Gurgel Rodrigues

O ENCONTRO DA CLÍNICA COM O MOVIMENTO ARTE DE TRANSFORMAR/ AINDA DÁ TEMPO: quais voos corpos encarcerados podem alçar?

Esta dissertação evidencia a trajetória do movimento Arte de Transformar / Ainda Dá Tempo realizada em três instituições do DEGASE: Centro de Socioeducação Professor Antônio Carlos Gomes da Costa (PACGC), Cense Dom Bosco e Escola João Luiz Alves. Idealizado por Mathiolo Caminha (produtor executivo), Knust (compositor e cantor), Mz (compositor e cantor) e DJ Saci (DJ e empresário), com base nos quatro elementos do Hip Hop: grafite, breakdance, mc e dj, uma expressão social, artística e política. Os princípios do Hip Hop são trabalhados como possibilidades de cuidado, criação, transformação e inclusão. O projeto ADT tem uma potência de transformação através da música que compreende e dá lugar coletivamente à realidade vivida pelos e pelas adolescentes. Ao conhecer o trabalho que vem sendo realizado com os adolescentes e interrogar os modos possíveis de compor junto, abrem-se questionamentos para a pesquisa, a partir da imersão num campo de problemáticas sociais, políticas e econômicas. Elabora-se ao longo deste trabalho o papel da arte como condição da experimentação de uma corporeidade outra do corpo preso, a clínica no encontro com a arte como transfiguradora dos modos de existir, o corpo em acontecimento, na potência visceral como modo de estar no mundo, na imbricação com forças de subjetivação do sujeito contemporâneo e as micropolíticas da travessia.

Orientadora: Hélia Borges (Hélia Maria Oliveira da Costa Borges)

 Sophie Sheyla Fahri

POST SCRIPTUM: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA À LUZ DAS AFECÇÕES

A vivência de um encontro improvável merece ser narrada porque esse é o caminho de, ao contá-la, torná-la experiência; do contrário, poderia passar despercebida, varrida da história. Trata-se, ainda que por instantes, de sair do olhar antropocêntrico, branco, colonial e aprender a reconhecer e valorar outros modos de existência. Enfim, reconhecer como valor onde há vida. Por isso, faço uma releitura desse encontro repleto de delicadeza e respeito na expectativa de, nessa memória, escrevendo e revendo meus sentimentos, possa pensar que elos teceram a trama sustentando todo o meu estranhamento, diferenças de campos e regimes de existência. Escrevo sobre o encontro com André, catador de recicláveis, morador de rua na época em que o conheci, encontro que nos permitiu (a ele e a mim) trilhar outros caminhos.

Orientadora: Giselle de Carvalho Ruiz

 Paula Fracinete Feitosa Dias

A POÉTICA DAS IMAGENS METAFÓRICAS: uma estratégia pedagógica

Essa é uma pesquisa em processo sobre a estratégia pedagógica através da utilização de imagens metafóricas em aulas de educação somática, ballet, dança contemporânea e em processos de criação. O objetivo pretendido aqui é refletir, investigar e destacar essas imagens como uma ferramenta potente e poética capaz de desencadear memórias, percepções, criações e movimentos, em busca de um corpo sensível e presente. Segundo a pesquisadora Adriana Bittencourt, “As metáforas são carregadas de imagens. Não há metáforas sem imagens. As imagens como metáforas são mais eficientes. Afinal, pessoas são ideias, são imagens: pensamento do corpo”. (Bittencourt, 2012, p. 77 - 78). Como exemplo de imagens metafóricas temos: “abrir os braços como o Cristo Redentor”, “pés como raízes”, “cabeça como um balão de gás flutuando sobre o pescoço”, mover a coluna como um gato espreguiçando, entre muitas outras. A presente pesquisa é a continuação das reflexões iniciadas em duas pós-graduações lato sensu realizadas anteriormente, em que o objeto de estudo foi a Educação Somática. Aqui, realizo o levantamento de algumas imagens utilizadas por professores cujas aulas possuem uma abordagem somática, além de ouvir os relatos dos meus alunos nas aulas de Alongamento e Movimento Consciente sobre suas experiências com as imagens. As imagens metafóricas são capazes de produzir uma melhor organização corporal? Elas auxiliam na compreensão e orientação dos movimentos? Ampliam a consciência do corpo na vida cotidiana e/ ou na cena? Contribuem para a autonomia, a percepção e a sensorialidade? Essa é uma estratégia pedagógica relevante? Para dialogar com esse tema trago os educadores do movimento Angel e Klauss Vianna; os conceitos de imagem e de Imagem-nua do neurocientista Antônio Damásio e do filósofo José Gil, respectivamente; além da visão de educação como prática da liberdade do pedagogo brasileiro Paulo Freire e da pedagogia engajada da estadunidense bell hooks. O produto dessa pesquisa é um caderno de imagens metafóricas, sugerindo o uso prático dessa estratégia pedagógica. O resultado dessa pesquisa poderá contribuir para o campo da Dança e do corpo, tanto artístico como pedagógico.

Produto Pedagógico: "Caderno de Imagens a poética das imagens metafóricas", p. 1-5

Orientadora: Márcia Feijó (Márcia Feijó de Araújo)

 Fabiana Pereira Nunes

O PAPEL DO DRAMATURGISTA NAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE DANÇA

Este memorial teve como base e início a necessidade de se pensar a importância da função do dramaturgista no quadro de funcionários das instituições públicas de dança no Brasil e de como essa função pode beneficiar os trabalhos que compõem o quadro de repertórios das companhias públicas. A fim de apresentar e aprofundar o entendimento, utilizo minha experiência e atuação na Companhia de Ballet da Cidade de Niterói, discorrendo sobre sua trajetória e explicando como as funções de ensaiadores, bailarinos e coreógrafos costumam se desenvolver dentro desses espaços de dança. Pautando-se em autores e teóricos como KATS (2010), HERCOLES (2005), ARROJO (1986) e CAMPOS (2006), que enriqueceram seu olhar sobre dramaturgia no cenário da Dança, apresento propostas de ferramentas de trabalho que surgem já em minha trajetória como bailarina, e que continuam a se desenvolver no percurso dramatúrgico e acadêmico que venho trilhando e, essencialmente, na observação e nas necessidades de cada intérprete. Utiliza-me da cartografia como abordagem metodológica e da observação crítico-reflexiva de um percurso artístico- pedagógico, a partir de relatos de caso, entrevistas, entre outros dispositivos. Objetiva-se, com isso, impulsionar novas reflexões sobre os caminhos pelos quais é possível seguir artisticamente, bem como a necessária abertura para um novo campo de trabalho laboral, integrando na performance do movimento não só as questões da dança, mas também o repertório de vida que cada intérprete traz consigo. Trata-se de um olhar atualizado, tanto para esse corpo mais autônomo quanto para o público que o cerca. Ao final deste memorial, em anexo, segue material fotográfico e videográfico.

Orientadora: Ana Vitória Silva Freire

Carla Constant Vergara de Castro

COMO CRIAR PARA SI UM CORPO QUE CELEBRA?

Este trabalho é uma investigação sobre o meu ofício de poeta que celebra casamentos, a partir da seguinte pergunta: como criar para si um corpo que celebra? Trata-se de um olhar para um percurso autoral de treze anos vividos, através de uma cartografia de memórias que possibilitaram compreender a matriz da qual minhas criações se servem: a poesia, a clínica e o corpo. Criar e realizar cerimônias de casamento apresenta-se como uma força artística e ritualística, que ressalta a dimensão afetiva dos encontros e integra uma perspectiva política fundamental, considerando as forças hegemônicas sobre este tema. Trata-se de uma proposição que atualiza esta tradição, considerando as questões contemporâneas sobre os modos de viver e celebrar as relações e o amor, e fortalece as sensorialidades como atributos fundamentais para a criação e a celebração.

Orientadora: Hélia Borges (Hélia Maria Oliveira da Costa Borges)

 Marcelo Aquino (Carlos Marcelo Aquino Rodrigues)

DRAMATURGIAS DO CORPOESPAÇO: Violada - concerto para um corpo no campo de batalha

Este memorial juntamente com o diário de bordo que o acompanha representa o registro do percurso criativo de uma proposição performática que se caracteriza como uma proposta híbrida, onde dança, teatro, música e artes plásticas se encontram, se cruzam e se afetam. Dramaturgias do Corpoespaço - Violada concerto para um corpo no campo de batalha é um projeto que busca desenvolver e aprimorar uma ferramenta de treinamento e de composição para atores e bailarinos utilizando procedimentos técnicas e propostas variadas de jogos, improvisação e composição como os Viewpoints, contato improvisação e a dança butô, investindo na biografia como um recurso e como matéria para criação artística. Este projeto que está fortemente apoiado no binômio teoria - prática, e que investiga a potência de corpos esgotados pela violência, busca contribuir com intérpretes criadores em seus processos de composição na busca por um corpo potente, disponível para o jogo, presente no aqui agora e completamente sensibilizado na relação com o espaço.

Produto Artístico-Cultural: Espetáculo "Violada - concerto para um corpo no campo de batalha"

Orientador: Alain Alberganti  (Alain Pierre Philippe Alberganti)

 Márcia de Abreu Fernandes

O TRABALHO DE PERCEPÇÃO CORPORAL E DANÇA NA REABILITAÇÃO: da sensibilização à expressão

A dança inserida no contexto interdisciplinar de reabilitação é uma proposta pioneira e inovadora mundialmente. Foi introduzida na Rede SARAH de Hospitais de Reabilitação por Elizabeth Maia e Bruce Curtis, em 1993. O propósito desta pesquisa é compartilhar a metodologia de trabalho desenvolvida ao longo de 30 anos de experiência, explicitando a atuação do professor de dança em um contexto de reabilitação em suas diferentes vertentes. Terei como fio condutor a experiência somática, desde a sua sensibilização pelo toque afetivo materno, passando pela percepção, conhecimento e exploração do corpo e de suas possibilidades ao longo do desenvolvimento humano e de sua involução. Esta pesquisa se dedica a difundir a experiência da dança na reabilitação, pois trata-se de um trabalho pioneiro com escassa literatura que esclareça em termos metodológicos como o trabalho de dança pode ser aplicado em um contexto interdisciplinar de reabilitação, nas diferentes faixas etárias, em um contexto de internação e ambulatorialmente.

Orientadora: Hélia Borges (Hélia Maria Oliveira da Costa Borges)

Cláudia Gallicchio Domingues

RE-TRACTUS: RECRIAÇÃO POÉTICA AUTOBIOGRÁFICA E INTERATIVA

A presente pesquisa de mestrado propõe a recriação poética de elementos autobiográficos por videodança em linguagem digital e interativa. A proposta se enriquece por técnicas de inclusão e envolvimento do público com a performance artística em dança. O presente estudo demandou a escrita de “software” específico, através do qual o participante interage e modifica o figurino da bailarina por toques sobre a tela de um celular. O espectador é remetido a outras sensorialidades, dependendo de suas ações sobre o dispositivo eletrônico que, como tecnologia móvel, responde aos deslocamentos e gestualidades próprios da dança. O participante utiliza um celular do tipo Android da marca Samsung. Através de “inputs” ou escolhas no referido “software”, o participante ocasiona alterações no figurino da bailarina (iluminação). O figurino da bailarina é iluminado por LEDs que respondem a um microcontrolador. Quando o espectador toca na tela do celular, o microcontrolador capta o sinal e modifica a iluminação da bailarina. O “software” (aplicativo) está disponível no “play store” (loja virtual) de celulares androides que é denominado Vision app. A experiência se enriquece por diferentes tipos de informação de natureza científica como deficiências visuais, incluindo cegueira total (escuridão), cegueira central (buraco negro-termo astrofísico), cegueira periférica (visão tubular), daltonismo (distorção de cores) e metamorfopsia (ondulações). As referidas opções estão disponíveis na tela do celular com utilização bastante simples e intuitiva. Minha motivação para essa pesquisa de interação do público se referenda à minha atuação profissional como médica oftalmologista, somada a minha experiência como intérprete –criadora em dança. A metodologia digital proposta permite envolver o corpo dos espectadores como atores (“spect-actors”), sendo permitido alterar via digital o figurino da bailarina, modificando a gestualidade própria da dança e afetando-os com outras percepções visuais da mesma cena. O produto-final resulta no videodança com edição das referidas imagens. A criação se enriquece com a mescla cenográfica de outros elementos audiovisuais de caráter autobiográfico que buscam acentuar a poética da obra. As criações coreográficas foram inspiradas na trajetória do meu casamento de 14 anos, culminando com a separação e início do processo de divórcio.

Orientador: Alain Alberganti  (Alain Pierre Philippe Alberganti)

Turma 2023

 Regina Levy

MEMORIAL E GUIA PARA PRODUTORES CULTURAIS EM ARTES CÊNICAS

Esta pesquisa tem o objetivo de proporcionar o melhor entendimento sobre a produção cultural na área de artes cênicas, destacando a importância de se compreender os princípios e os processos necessários para obter bons resultados em cena, visando auxiliar a todos os interessados em desenvolver sua competência de produtor, e também aos curiosos em saber como funcionam os bastidores dos eventos aos quais participam/assistem.
Aborda a relevância de produtos culturais como espaços de socialização e destaca a importância do trabalho do produtor para garantir o sucesso de seu evento. São mencionados aspectos como a criação de um plano de ações bem estruturado, a atenção aos detalhes, a formação de uma equipe competente, a correta administração financeira, o planejamento para evitar problemas técnicos, jurídicos e financeiros, e a responsabilidade cultural, social e educativa, visando o futuro da profissão.
Trabalho idealizado e realizado com base em minhas próprias experiências no campo da profissão de produtora cultural e com capítulos bem objetivos, que sirvam de guia de como criar projetos culturais e realizar eventos culturais na área de artes cênicas. Desde a descrição de cultura, passando por como escrever, produzir, divulgar, orçar até a captação de patrocínio e a prestação de contas, com dicas e exemplos bem práticos cuja meta é o de contribuir para o melhor entendimento da profissão de produtor cultural.

Produto Pedagógico: "Guia para produtores culturais", p.1-7

Orientadora: Ausonia Bernardes Monteiro

 Gabriel Bulcão (Gabriel Bulcão Fonseca Moreira de Sousa)

MEDEIA E EU! Processo de leitura do mito Medeia em um solo de dança-teatro

O projeto avalia o processo de construção de um solo de Dança-Teatro idealizado por Gabriel Bulcão e discute de forma teórico-prática a ideia do corpo verbalizado e da palavra corporificada, que ocupa o espaço cênico de forma não-cotidiana. É importante viabilizar esta pesquisa na medida em que, no momento que se expõe de forma bruta e não corriqueira o corpo e a palavra, podemos possibilitar uma conexão mais arraigada entre o artista e o espectador, levando este a sua máxima emancipação. Foram utilizados métodos de observação do processo pela prática da criação do solo em Dança-Teatro e análises de textos de autores teóricos e artistas que trabalharam com a dança e o teatro. O projeto se baseia nas criações artísticas de Carmelo Bene, Bibi Ferreira e Marilena Ansaldi. Dessa forma, o resultado final desta pesquisa caracteriza-se na criação de um solo de dança-teatro (com registro audiovisual) dirigido e interpretado por mim em uma adaptação do mito “Jasão e os Argonautas” e da tragédia grega “Medeia” de Eurípedes, que se intitula “Medeia e Eu!”, a fim de se explorar o corpo como palavra e a palavra como corpo.

Produto Artístico-Cultural: Espetáculo "Medeia e Eu"

Orientadora: Giselle de Carvalho Ruiz

 Mariana Soares (Mariana Monteiro Soares)

Musicalidade – um encontro das sensações pelos desvios do corpo

Esta escrita sonora, onde música e palavras se entrelaçam, convida o leitor a mergulhar em uma leitura imersa em ritmo, melodia e reflexão. Esta pesquisa se debruça sobre os desvios provocados por um modelo de apresentação musical que tem o intuito de despertar a sensorialidade dos corpos por meio de práticas corporais sensíveis e de uma Instalação Sonora, criadas no espaço do espetáculo. A partir da minha vivência como artista, identifico a necessidade de reverter a dessensibilização que nos acomete enquanto sociedade ocidental, reconhecendo o corpo vibrátil como um dispositivo capaz de devolver a nossa capacidade de sentir e de construir subjetividades. Esta é uma pesquisa orientada pela experiência prática, dividida em três partes principais, cada uma delas acompanhada por uma obra musical autoral que serve como trilha sonora desse percurso. Ao longo do processo, será apresentada uma produção artística em formato audiovisual, concebida como experimento prático dessa investigação, permitindo que se visualize o diálogo com filósofos como José Gil e Byung-chul Han, e com artistas como Lygia Clark, Hélio Oiticica e John Cage. Esses pensadores e criadores nos conduzem ao aprofundamento das questões do corpo sensório e da experiência estética do sujeito imerso na experimentação artística.

Produto Artístico-Cultural: Espetáculo Musical "Corpo Sonoro"

Orientadora: Ana Vitória Silva Freire


Programa de Pós-Graduação Profissional em Dança na Contemporaneidade
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FAV - Faculdade Angel Vianna – www.angelvianna.com.br 
Rua Jornalista Orlando Dantas n° 2 – Botafogo – Rio de Janeiro CEP 22231010 

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